Voltar 

As águas do Concelho

Introdução

O concelho de Sernancelhe ocupa um área de 221.08 Km2 e a sua morfologia integra-se na vasta área planáltica da Beira situando-se a sua altitude média à volta do 85m m.
O rio Távora atravessa os termos do concelho correndo no sentido Sul-Norte e o aprofundamento do seu vale constitui natural divisão entre a região montanhosa da margem esquerda, o grande dorso da serra da Lapa que atinge os 953m de altitude e o território da margen direita substancialmente ocupado pela serra do Pereiro cujo vértice se situa nos 951m e pela área montanhosa, mais a norte, que vai do Monte Gordo ao cimo da Zebreira (853m).
O rio Vouga nasce na serra da Lapa, dentro dos limites físicos do concelho, mas o seu cursi inicial não altera a fisionomia da paisagem.
Os restantes cursos de água, com excepção da pequena Ribeira de Lamosa subsidiária do rio Paiva, confluem todos para a bacia do Távora que se transfigurou recentemente numa grande mancha lagunar, a albuferira da Barragem do Vilar, cuja extensão de água afectou morfologicamente a paisagem tradicional.
Praticamente toda a área do concelho é ocupada por granitos. Apenas nos termos da Vila, do S. Miguel à fonte das Quelhas se nota um pequeno complexo xisto-grauváquio onde os abundantes óxidos de ferro avermelhados se recortam na paisagem.
As terras baixas dos vales foram avidamente aproveitadas para cultura de horta, prado e pomar, enquanto a encosta era aproveitada tradicionalmente para o centeio havendo manchas de castanheiros e mata de coníferas entremeando-se com zonas de mato, propícia à criação de gado ou à recolha de estrumes e lenhas.
Uma população actual de 7500 habitantes, cuja economia se fundamenta na agricultura, no pequeno comércio e alguns serviços, numa limitada indústria e ainda nas receitas duma forte emigração distribui-se por um conjunto de 17 freguesias cujo povoamento fortemente aglomerado dos núcleos históricos se vai hoje dispersando, mal ordenado ao longo das vias de comunicação melhoradas.

 
 
 
O uso da água
 
1. - Os ritmos domésticos
1.1.- A higiene do corpo
1.2 - A alimentação dos homens
1.3 - A alimentação dos animais
 
2. - As águas de rega
 
3. - Água e sociabilização
       A Fonte
       O Lavadouro
       O Moínho
        A água e o sagrado
 
     Conclusão
 
 
 
 
 
 
 
 

  Voltar