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                                                                  O Uso da água
A água é relativamente abundante em Sernancelhe
Uma pluviosidade elevada ainda que irregular conserva geralmente altos níveis friáticos que se revelam através de muitas fontes ou se encontram facilmente com os poços domésticos.
O rio Távora e os ribeiros seus afluentes, as nascentes do Vouga, constituem uma tranquilizante presença para as populações que fizeram das terras baixas dos vales privilegiados áreas de cultivo.
Ainda que o pão e o vinho se definam na voz popular como garantia simbólica da existência, a água permanece, inconscientemente, com seu elemento primordial, a suprema explicação do aparecimento da vida, qualquer que seja e permanente ainda como requisito indispensável num quotidiano de necessidades concretas a satisfazer.

E é ainda no âmbito da comunidade aldeã um fortíssimo instrumento de reintegração sociológica.

O ciclo da água desenvolve-se completamente no âmbito da comunidade – a aldeia, segundo ritmos sazonais e de quotidiano num quadro espacial diversificado globalmente compreendido pelos limites urbanos onde a casa, a fonte e o lavadouro se equacionam com o campo, lugar das actividades agrícolas. E, interferindo directamente no desenvolvimento deste ciclo está o indivíduo, homem ou mulher cuja

distinção física e psicológica explica diferenciadas atitudes, ou a própria comunidade responsável pontualmente pela partilha de um bem que em essência e direito lhe pertence.
 

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