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       Sernancelhe, a pátria miguelina

Depois da Ponte do Abade e Mosteiro da Ribeira, cruza-se o Távora pela apelidada ponte nova (embora na actualidade haja uma mais recente já fruto da engenharia moderna), observando-se um arruinado moinho de água e uma vegetação verde e cerrada por ambas  as margens.
A tortuosa subida para Sernancelhe tem como única motivação e atracção uma velha e grandiosa flora indígena, já anterior ao pinheiro:

corresponde a altos carvalhos e velhos castanheiros, com um encanto próprio a cada estação do ano.
No cimo, chega-se então à miguelista Sernancelhe, terra onde nasceu o representante de D. Miguel em Londres que, em Inglaterra e de exílio iria ficar até ao fim da sua vida.
Na verdade a adesão global que manifestou ao absolutismo miguelino levou-o a recusar a nova ordem liberal que a vitória das tropas "pedristas" veio a estabelecer em Portugal.

Mas não é só a casa da família de Ribeiro Saraiva que traz o encanto de Sernancelhe. É o espaço com a igreja românica, o pelourinho, o solar dos Carvalhos, a fonte, a casa arruinada dos condes da Lapa, a casa da comenda
 
de Malta.
Muito interessante e atraente é o solar setecentista dos Carvalhos, e relíquia preciosa, a célebre igreja matriz. Muito antigos e esculpidos em granito ladeiam o portal da igreja, três de
cada lado, os protectores do templo. Os quatro evangelistas e provavelmente mais Pedro e Paulo. Da era de quinhentos são as duas tábuas que representam S. João Baptista e a Anunciação. Também da mesma época a Senhora do Rosário e a Santa Margarida, pinturas em fresco. Em estátua, a mesma Santa Margarida (Margarida e o seu fiel dragão), revelando a grande devoção que os Sernancelhenses lhe proporcionam.
Subindo ao que resta do castelo, ruína adjacente ao castelinho paroquial, é possível contemplar toda a vila com um cenário atraente e invulgar: desde o grande terreiro ao largo da igreja, aos campos envolventes.
Ou então procurar um outro retrato da vila, já mais longe, no cimo da Cruz

 

Alta, mesmo ao lado da Capela de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz. A estrada para a Cruz Alta, merece ser percorrida e dignos de observar, os  grandiosos e seculares soutos que a bordejam, intitulando por todo o País «Sernancelhe com "A capital da Castanha"».
 

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