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Encontro com o passado
Sernancelhe situa-se na região "Terras do Demo", denominação concebida por Aquilino Ribeiro; é a "Capital da Castanha", e o viajante ou turista que se aproxime do território concelhio logo observa a imensidão e grandiosidade de soutos que afloram pelas montanhas e zonas agrícolas.
O concelho situado no distrito de Viseu e tendo como vizinho o distrito da Guarda, guarda pedaços da história de Portugal, dos nossos antepassados motivo pelo qual alguns o denominam como um "Museu vivo". E para ter tal sensação basta um simples passeio pela Vila, ou mesmo várias outras aldeias, que outrora foram concelhos, com é o caso da Lapa, Vila da Ponte ou Fonte Arcada.
 
1º - Sernancelhe                                             
2º - Fonte Arcada
3º - Vila da Ponte
4º - Lapa
 
O concelho de Sernancelhe de hoje, é o resultado duma série de transformações e evoluções, que se iniciou no início do século XII até aos nossos dias.
Entre o século XII e o XVII mantém a configuração original, mas é nos séculos XVIII e XIX que sofre as grandes modificações que terminaram em 1898.
Foram várias as vilas e concelhos que se criaram e se extinguiram, para se encontrar o Sernancelhe de hoje.
O Sernancelhe actual possui estruturas bem identificadas e integradas, com um conjunto de valores básicos, actividades sociais e económicas, e um grandioso património histórico, civil e religioso que são sem dúvida a representatividade de toda a sua história.
 
História:
Foram quatro as vilas que foram englobadas no concelho de Sernancelhe: Fonte Arcada, Lapa, Vila da Ponte e Vila da Rua sede do antigo concelho de Caria. Esta última havia sido anexada ao concelho de Sernancelhe no ano de 1855 vindo mais tarde e no ano de 1899 a ser incorporada no concelho de Moimenta da Beira.
A área inicial do antigo concelho da idade média alargava-se para além das alturas de S. Gens, ultrapassando o rio Reboleira e o Torto subia às alturas do Terranho e descia sobre o rio Teja, limite já anterior ao século XII.
O concelho de Sernancelhe é dos mais antigos da região. Ao logo dos anos a sua geografia foi-se modificando, sobretudo no tempo do liberalismo, que não só alterou o poder político, como também o espaço geográfico do concelho.
O decreto de 1835 suprimiu as antigas províncias e criou os distritos administrativos e as novas comarcas. Também, por diversos motivos extinguiram-se várias Vilas e antigos concelhos, para uma melhor configuração política e espaço geográfico.
Autónomo depois de 1124 o concelho de Sernancelhe era formado pela sede de Sernancelhe e os lugares de Cardia, Ponte do Abade e Mosteiro; Arnas com Quintãs, Quinta de Paulo Lopes, Quinta do Meio, Quinta do Espírito SAnto; Cunha, Granjal, Palhais, Ponte, Sarzeda, Seixo, Guilheiro, Reboleiro, Sebadelhe e Tabosa.
Assim chegou até ao final da idade média com todas estas povoações, à excepção da Ponte que foi elevada a Vila.
No início do século XVIII perde as freguesias de Sebadelhe, Palhais e Reboleiro. No final do século XVIII perde Guilheiro, que é elevada a Vila.
Em 1855 beneficia da extinção de vários concelhos devido às grandes reformas do liberalismo. São englobadas no concelho de Sernancelhe todas as freguesias de Fonte Arcada e Caria, as da Lapa e Vila da Ponte, com excepção do Vilar, Segões e Aldeia de Nacomba. Depois em 1896 perde Caria e Rua assim como as suas aldeias, a favor do concelho de Moimenta da Beira.
Com todas estas mudanças e reformas o concelho passa a ser constituido por:  Sernancelhe, com Ponte do Abade e Mosteiro; Arnas com Quintãs; Cunha com Tabosa; Chosendo; Escurquela; Fonte Arcada; Faia; Freixinho; Granjal; Lamosa; Macieira; Penso com A de Barros; Quintela com Lapa; Seixo; Sarzeda; Vila da Ponte com Cardia e Quinta de São Roque.
O concelho possui então actualmente uma área de 221.08 Km2 com dezassete freguesias.
Na igreja de Sernancelhe, vêem-se nas inquirições de 1258 a asua antiguidade, e crê-se que já anteriormente à Igreja matriz construida ou restaurada em 1172, outra do século X, já por ali existia. No foral de 1124 dispõe-se a situação dos eclesiásticos perante o fisco, dando a estes a possibilidade de poder ter herdades e posses de haveres honrados.
 

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