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A tradição das Feiras
 
É certo que, em muitos casos, a tradição já não é o que era, mas talvez por isso, sabe bem saborear algumas das tradições que ao longo dos tempos se mantiveram, adaptando-se aos novos usos e costumes populares.

E LAPA - A FEIRA AQUILINIANA é uma delas. Perde-se na noite dos tempos o hábito das comunidades aprazarem uma data e aí venderem os produtos da sua colheita e da sua faina. Feita a ceifa, vende-se o trigo. Colhidas as uvas, prova-se o mosto. Secam-se os figos para que durem durante todo o Inverno. Os que vivem da terra, trocam o que plantaram pelo sal dos que labutam no mar. Foi assim que nasceram as feiras.
Por ser o tempo de reconhecer o valor do esforço, as feiras também foram sempre um lugar de festa e convívio.

É a altura dos bailaricos, onde moços e moças casadoiras arrastam a asa uns aos outros, perante o olhar cuidadoso e embevecido das famílias.

Trocam-se notícias, de amigos e familiares ausentes.
E compram-se produtos que as vendas locais não têm e

surgem pela mão dos vendedores ambulantes, que  transportam também outros costumes, histórias de outros lugares.

E se há populações que ainda hoje dependem da feira para comprar o que precisam para viver, verifica-se também o movimento contrário:
daqueles que, tendo tudo à mão no "shopping" sofisticado, se deslocam à feira em busca daquele ambiente mágico, por onde perpassa um perfume de alegria, de mistura com o odor do frango ou carne de porco assado, dos enchidos caseiros, do pão confeccionado em forno a lenha, ou das doçarias regionais que tanto seduzem as papilas gustativas.

 
A Feira Aquiliniana ofereceu todos os produtos típicos do concelho e circunscrições vizinhas, desde toda gastronomia local, ao diversificado artesanato sendo de salientar a escultura em pedra, a latoaria, a tecelagem de linhos e colchas.


Da Vila da Ponte
, as mantas e os tapetes que saem do tear manual da D. Isabel Catarino, são uma tentação. As compotas caseiras, produto desta tecedeira da Pérola do Távora atraem o olhar dos mais gulosos.
                                 

 

A presença da etnia cigana das Tabosa da Cunha é perfeita no fabrico de produtos de vime, sejam cestas ou cadeiras. 
 
   

 
Da Lapa e Quintela é muita a escolha em queijos e mel  quetêm o sabor das ervas da serra.
 

 

 


A
tecelagem de linhos, bordados e colchas bem presente pela Formanda Professora Dulce, veio da Cunha com as novas formadas da aldeia, foram ponto de admiração e sedução por muitas senhoras de gosto.

 

A Faia, bem presente pelo mestre Caiado com a latoaria muito diversificada em folha de flandres, com obras onde se denota uma verdadeira mão artística.

A escultura no granito ao vivo representada por um dos vários escultores do concelho.

Belíssimos trabalhos em madeira, talhadas pelo Victor Gradiz das Arnas.
 
Quem desejasse uma boa pinga ou provar o tão apreciado presunto ou pão, podia deslocar-se ao "Stand do Carregal", que em ambiente familiar, desfrutaria desses produtos da exclusiva confecção da freguesia.

Ou então em ambiente feirante, especialistas da Lapa em comes e bebes, dispunham do tradicional frango ou porco assado.
 

 

 

 

As cavacas de Freixinho. segredo das freiras do Convento de Nossas Senhora do Carmo, representadas pela D. Alcina
E a tecelagem da D. Irides de Cosendo?
 

 

 
Rendas, pacientemente tecidas pelas mãos de mulheres, algumas freiras, foi a representação do Stand das Freirinhas da Lapa.

A fruta regional, desde a maçã à cereja, foi apresentada pelas duas grandes empresas que comercializam para todo o país estes produtos: "Frutas Cruzeiro" e "Frusantos".
       
 
Em resumo: é tempo de fazer com que a tradição continue a ser o que era e voltar à feira para abastecer e rechear as casas daquilo que os nossos produtores e artesãos confeccionam. De certeza que somos mais bem servidos e melhor abastecidos que pelos Supermercados, moda dos dias de hoje, e totalmente descaracterizados das realidades regionais.
 

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