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A feira aparece como privilégio concedido nos forais
 

A feira aparece como um privilégio concedido nos forais, mas a carta de feira é que constitui o diploma por excelência da instituição dessa modalidade de reunião
mercantil, sem relação alguma com o tipo de foral de povoação que a recebe.

Assim, as cartas de feira surgem como diplomas autónomas e diferenciadas. D. Afonso III, ao facilitar e fomentar o comércio interno por meio de instituição de feiras, teve também a preocupação de aumentar, graças a elas, os recursos populacionais de determinadas localidades e engrandecer os réditos da coroa.
Durante o reinado de D. Dinis activa-se o impulso dado anteriormente.

O Entre Douro e Minho, a Beira e até o Alentejo cobrem-se de feiras. Aparecem as feiras francas, dadas a povoações de importância nitidamente diferente; nem sempre a sua instituição influiu na prosperidade de certas prerrogativas municipais.

Com D. Fernando perdeu-se parte do impulso e da protecção dispensados ao comércio interno, pois as guerras sucessivas com Castela prejudicaram o comércio ambulante dos feirantes nacionais e estrangeiros.

É fundada uma ou outra feira, mas muitas, e das melhores, desfazem-se, abaladas pelo tropel das invasões.
A revolução de 1383-85 teve como consequência fazer avultar, subsequentemente, a protecção real aos mesteirais e mercadores e as feiras ressentiram-se da nova orientação da coroa

 

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